COMO LIDAR COM O ALUNO AGRESSIVO


Ao conversar com a criança de pré-escola e mostrar a ela comportamentos positivos, você contribui  para resolver problemas de agressividade ... Mas é importante envolver os pais nesse processo.

Em meio a brincadeiras e risos na hora do recreio, você escuta o choro de um aluno. Ele acaba de ser agredido por um colega. A cena é comum e até normal em turmas com crianças de até 6 anos. Mas, quando uma delas machuca os outros com freqüência e reage violen­tamente às dificuldades, é sinal de que a agressividade ultrapassou os limites.

Até os 3 anos de idade, dar tapas, empurrar o amigo ou qualquer outro tipo de contato físico pode significar desejo de aproximação e não necessariamente vontade de incomodar. En­tre 4 e 6 anos, os pequenos já sabem comunicar situações que não lhe são agradáveis.  Nessa idade, a criança é capaz de brincar 'com' e não apenas 'ao lado de' amigos. Ela começa a perceber as regras de convivência.


Esses estágios de desenvolvimento não acontecem exatamente ao mesmo tempo; alguns podem apresentar por um período maior comportamento mais ou menos avançados em relação à idade Nem todas as crianças se adaptam facilmente a essas mudanças emocionais o que pode também ser uma causa das reações hostis.

Entre as causas estão a falta de cuidado e a violência, agressividade exagerada geralmente: é sintoma de problemas mais graves alerta Ivânia Pimemel, terapeuta e supervisora da Associação Criança Brasil, que atende 600 jovens em são Paulo. Entre os fatores desencadeadores de procedimentos agressivos está, temperamento difícil e impulsivo: falta de carinho; violência física ou emociona, ausência de limites ou tolerância excessiva dos pais; excesso de ener­gia mal canalizada; necessidade de experimentar limites até reconhecer os próprios controles; não tolerar frustrações e deficiências físicas ou mentais; ainda não descobertas.
A criança com comportamento agressivo pode estar passando por situações especiais sem o devido apoio, como se­paração dos pais, nascimento de um ir­mão ou morte de alguém querido. Pa­ra Ana Coelho Vieira Selva, professora do Departamento de Psicologia e  Orien­tação Educacional da Universidade Federal de Pernambuco, fundamental que o aluno não seja estigmatizado nem acusado por atos agressivos.

  • TENHA ATITUDE EQUILIBRADAS

Pais e familiares são os principais exem­plos de conduta para os pequenos, mas você também tem papel importante na formação emocional deles. Se o profes­sor grita e resolve os conflitos em clas­se de maneira agressiva, o aluno pode reproduzir essas atitudes. "Uma das funções da escola é civilizar o indivíduo, não sendo condescendente com atitudes agres­sivas.
Uma atitude positiva é se aproximar do estudante. Dessa forma, ele vai. se sentir à vontade para expor seus sentimentos e pode até tentar explicar seus gestos impetuosos. Ofereça chances de a criança se retratar e. crie situações de estimulo; substitua o "Isso não se faz! por "Você é um garoto legal. Não vai mais querer bater no amigo". Converse com o aluno no pátio ou no parquinho. Salas fechadas, como a temida direto­ria, podem causar constrangimento.
Há algumas práticas que você pode adotar para reduzir o comportamento agressivo. Ativida­des que apresentem modelos de com­portamento bem-aceitos também fun­cionam. Monte, por exemplo, um teatrinho de bonecos e represente confli­tos comuns entre as crianças, interca­lando situações em que as agressões trouxeram conseqüências desagradáveis com as que foram resolvidas com coopera­ção, amizade e diálogo.

  • CONVERSAR COM OS PAIS É ESSENCIAL


A comunicação entre a família e a esco­la é imprescindível. Não desista se as primeiras reuniões com os pais forem difíceis. "Normalmente eles acham que a professora 'marca' o filho. Alguns aca­bam aceitando; outros, porém. chegam a tirar a criança da escola.

Se os pais não colaboram, há no mínimo três possibilidades: faltam parâ­metros de comparação, por terem so­mente um filho; a agressividade é nor­mal em casa; ou existem problemas na re­lação familiar e os pais sentem vergo­nha de assumi-Ias. O problema pode ser pais ou familiares agressivos, casamento em crise, ou uma infinidade de coisas.
Uma boa maneira de começar a com os pais é ressaltar as quali­dades do aluno se iniciar falando dos defeitos e comportamento, eles po­dem achar que você não gosta dele e não vão querer escutá-Io. Explique que a criança necessita de ajuda e exponha tudo o que a escola Já fez para tentar re­solver o problema, Indique psicólogos de confiança ou sugira alternativas gra­tuitas em faculdades ou postos de saú­de de sua região.



  • PARA PROMOVER A BOA CONVIVÊNCIA DO GRUPO 
·  Oriente os alunos·a avisar você quando acontecer urna agressão.
·  Jamais incentive crianças a responder a atos agressivos com violência.
·  Converse com a turma sobre o que é certo e o que é errado e combine regras de boa convivência.
·  Conte histórias sobre amizade, amor e relações tranqüilas.
·  Recompense as boas condutas.
·  Programe atividades físicas em que os alunos gastem bastante energia,
·  Realize brincadeiras em que haja contato físico entre as crianças, corno as rodas.
·  Leve a garotada para brincar ao ar livre.
·  Aplique técnicas de relaxamento.
·  Monte uma brinquedoteca.

  • COMO AJUDAR O ESTUDANTE AGRESSIVO


· Crie uma relação de amizade e confiança com ele;
·Estabeleça claramente os limites;
·lncentive manifestações de afeto, segurança, senso de responsabilidade e de cooperação;
· Nunca grite, brigue ou discrimine esse aluno.


Leia também:
A importância do limite para a criança
Agressividade
Agressividade parte 2
 
  

15 comentários:

  1. Sou educadora e em minha turma tenho vários alunos apresentando comportamentos extremamente agressivos. Tenho conversado com calma,edindo que todo comportamento agressivo seja relato e não revidado, mas as crianças continuam brigando muito.
    Gostaria de saber se pode me orientar em relação a isso. Preciso muito de ajuda.
    Abraçosss

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  2. CORTA O RECREIO E EDUCACAO FISICA DELES,AI VC VERA RESULTADO,BEIJOS.

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  3. NA VERDADE, ESTOU BUSCANDO ORIENTAÇÕES SOBRE AGRESSIVIDADE PARA UMA CLIENTELA QUE CURSA O TERCEIRO ANO DO FUNDAMENTAL,PORÉM ESTOU ANIMADA A EXPERIMENTAR AS INDICAÇÕES MESMO SENDO PRÓPRIAS PARA CRIANÇAS MENORES,JÁ QUE O MEU GRUPO TEVE UM ANO A MENOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL COM A IMPLANTAÇÃO DO ENSINO DE NOVE ANOS.PENSO QUE ELES FICAM ESTRESSADOS COM A RIGIDEZ DO ENSINO FUNDAMENTAL.ESPERO QUE EU TENHA RESULTADOS POSITIVOS.

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  4. OLA SOU EDUCADORA INFANTIL, E PERCEBO QUE AS CRIANÇAS ESTÃO FICANDO AGRESSIVAS MAIS CEDO, PORÉM ESSE ARTIGO TEM ME AJUDADO, NO ESTIMULO COM ALGUNS ALUNS, TENHO VISTO QUE A CONFIANÇA QUE CONQUISTA É SUPER IMPORTANTE, E MOSTRAR TB, QUE ELE É UM MENINO LEGAL E QUE SENDO ASSIM, DEVE FAZRER COISAS LEGAIS, E ASSIM POR DIANTE, ESTOU CONSEGUINDO MANTE-LO MENOS AGRESSIVO..

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  5. Eu já fiz quase todas as alternativas sugeridas, conversa com a criança, com os pais, trabalhamos várias histórias de amizade e respeito, quadro de incetivos, cartaz de regrinhas, brincadeiras ao ar livre, fantasias...enfim... não sei mais o que fazer...

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  6. sou professora, trabalho com crianças de 3 anos de idade.
    meus alunos são todos especiais pra mim, mas tem um particular que e: agressivo, violento,morde ate sangrar, xinga e bate bastante e muitas vezes machuca os outros coleguinhas ate mesmo machuca a se próprio batendo a cabeça na parede.
    comecei a redobrar a atenção com ele deixando cada vez mais perto de mim, já tentei de tudo conversa com os pais com ele, invento historinhas falando sobre O AMOR AO PRÓXIMO, ele melhorou um pouco mas ainda continua a agredir, sinceramente não sei o que fazer...
    me de uma luz pelo amor de Deus.

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  7. Obrigada já tentei de tudo.Se tiver mais opções poste.

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  8. deixar sem ir para parquinho, conversando com a criança em sala de que não é correto a forma que ele(a) vem agindo em relação a seus colegas e professoras. E a única forma que eu vejo resultado.

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  9. sou educadora infantil e tenho vários alunos agressivos a maioria deles sofrem com problemas na familia ,proucuro sempre conversar,ser carinhosa mas sempre com castigos como por exemplo deixar sem ir brincar no parque...

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  10. Punir não educa. Esta é um forma medíocre de se livrar do problema.Além disso,é uma tendência de se trabalhar apenas com os problemas apresentados ou seja, explícitos, é um forma de atender as demandas individuais, de forma estanque, sem estabelecer relações com os possíveis determinantes, ou ainda fazer análises da totalidade dos casos.E a violência c o n t i n u a!!!!!!!!!!!!!!!!!!Punir é um "desserviço" a sociedade é mais fácil dar um castigo do que educar, eu resolvo o problema na hora e pronto,passe bem obrigado.

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  11. Sou professora no 1º ano do fundamental e tenho alunos agressivos. Já fiz de tudo, converso com eles, com os pais, fiz painel de comportamento e nada. descobri que existem conflitos nas famílias dos alunos agressivos não sei mais o que fazer e não gosto de tirar o recreio ou outros castigos pois não vejo resultados nos alunos das colegas de trabalho que fazem isto.

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  12. adorei o blog e a discursão sobre o assunto.
    Sou professora, e tenho um aluno violento que na verdade é um surto. Não compreendemos direito, visto que ele nao quer falar com ninguem a nao ser a familia, nao demostra emoção, porem, nao é autista e nem possui espectro. Porem dar de perceber claramente que é a ausencia da familia e necessidade de ficar na rua brincando e portanto e nao de adptou ao ambiente escolar. Ate agora nao sei o que fazer, ele ainda bate nas e nos coleguinhas da sala. Ele tem 8 anos. Nem sei direito que fazer. Se tiverem recomendações aceito. Obrigadaaaa - Jocy - Ac

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  13. o que devo fazer com um aluno que no momenta está bem e carinhoso no outro está completamente revirado e sai espancando todos os alunos, sai quando bem quer e a direção não se importa. ver esse aluno como "coitadinho"

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  14. tenho um aluno extremamente indisciplinado. Quando contrariado ele xinga, joga mochilas, cadeiras, come lixo e começa a quebrar a sala toda. Tenho conseguido aos poucos a confiança dele e percebo que está mais próximo, porém quando houve um "não" logo se descontrola. Está muito difícil, pois prejudica a sala e tem me deixado bastante desanimada.... não sei mais o que fazer. A família não se importa com esses relatos e a escola passa a mão na cabeça da criança.

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  15. Bom dia,

    Sei de todo empenho de vocês e admiro muito o trabalho e engajamento com os alunos, mas vocês podem contar com uma rede de profissionais que as ajudem no trabalho. Trazer os pais par reuniões em escola e se uma não adiantar, continuar persistindo, encaminhar para uma avaliação psicológica que mostrará vários dados e fará encaminhamentos específicos como psicoterapia, avaliação no neuro, psicopedagoga e até mesmo psiquiatra, caso necessite tomar psicofármaco. Todos trabalhando juntos em prol dessas crianças conseguiremos bons resultados.

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